“Hoje já não há defesas, preferem que eles ataquem”

Paolo Maldini é ainda hoje considerado um dos melhores laterais esquerdos de sempre. Afastado dos relvados desde 2009, o antigo internacional italiano continua a acompanhar de perto o desporto rei.

Em entrevista ao DN, Maldini diz que o futebol está bastante diferente de quando começou ao mais alto nível, e são os símbolos de outrora, como Maradona, Ronaldo, Zidane, Rui Costa ou Figo, que ainda o marcam.

Começou a jogar no Milan aos 10 anos, chegou à equipa principal com 16 e terminou a carreira aos 41. Na prática esteve 25 anos a jogar e a vencer ao mais alto nível. Como é viver agora afastado do futebol desde 2009?

Agora estou a ver o que é a vida real, algo que não consegui ao longo de muitos anos. Aproveito ao máximo a minha família, pois estive ausente bastante tempo. Fiz o que mais gostei durante muitos anos, mas sei que a minha família ressentiu-se disso, pois os momentos com eles eram muito poucos. Agora tenho tentado recuperar tudo o que perdi e aproveito para praticar outros desportos. Gosto muito de ténis e também já pratiquei boxe. Deixar o futebol permitiu-me descobrir outras coisas, ver o mundo com outros olhos.

Qual o segredo para ter jogado ao mais alto nível durante 25 anos?

Não há grandes segredos, acima de tudo tentei sempre ser o mais profissional possível. Vivi a profissão ao máximo e felizmente também nunca tive muitos problemas de lesões, isso ajudou-me bastante. Joguei até sentir que não podia mais. Ninguém me mandou parar, tomei a decisão quando senti que tinha de a tomar, sempre com o apoio da minha família. Aliás, o segredo da minha carreira foi mesmo a minha família, que sempre me apoiou.

Foi muito difícil ficar afastado do futebol depois de terminar a carreira?

Nunca conseguirei ficar afastado do futebol, é impossível, faz parte da minha vida. Gosto de ver futebol, sobretudo o Milan. Não vou a todos os jogos, mas gosto de ir ver as grandes partidas.

O facto de ter dois filhos jogadores [Christian e Daniel] também o ajuda a manter essa ligação…

Sim. Não os obriguei a nada, mas é bonito vê-los a crescer no futebol, tal como eu, tendo começado também no nosso Milan. A nossa vida está totalmente ligada ao futebol, começou com o meu pai [Cesare Maldini] e agora os meus filhos estão a seguir o mesmo caminho. Só lhes desejo felicidades, mas quero acima de tudo que sejam felizes, a jogar futebol ou a fazer qualquer outra coisa. Se quiserem fazer carreira no futebol, é claro que fico satisfeito, mas o mais importante é a felicidade deles.

É ainda hoje considerado um dos melhores defesas de sempre. Sempre gostou de jogar nessa posição?

Muitos não sabem, mas comecei a jogar como extremo-esquerdo. Quando fiz as provas no AC Milan, com 10 anos, jogava nessa posição, gostava de estar mais à frente, de marcar golos. Só aos 14 anos é que comecei a jogar na defesa. Tentaram adaptar-me a essa posição, gostaram, eu também, e não saí mais da defesa.

O futebol defensivo de hoje é totalmente diferente dos seus tempos no AC Milan?

Totalmente. Hoje, como costumo dizer, já não há defesas. Ou melhor, não são como quando comecei a carreira. Antes um defesa era isso mesmo, um defesa. Procurava defender o melhor possível, tentava evitar os golos dos adversários. Hoje já não é assim. As pessoas, o público, muitos treinadores, preferem que os defesas ataquem, que ajudem a marcar golos. É muito diferente o futebol e os sistemas atuais, mas continuam a existir grandes jogadores mais defensivos.

Qual o melhor defesa da atualidade?

Há grandes jogadores, mas escolho o Thiago Silva [jogador do PSG]. Para mim é o mais completo. É um defesa que sabe ler muito bem o jogo, consegue antecipar jogadas, dá confiança, tem grandes características.

Trabalhou com muitos treinadores na sua carreira, alguns dos mais conceituados de sempre. Qual ou quais foram os que mais o marcaram?

Comecei ao mais alto nível do Milan com Nils Liedhom, que me ensinou muito, até porque era muito jovem e estava numa grande equipa. Mas depois Árrigo Sacchi levou-me a um outro nível, puxou ao máximo por mim e transformou-me. Trabalhei também com outros que me ensinaram muito, como Fabio Capello ou Carlo Ancelotti, aliás, com este terei tido os melhores anos desportivos da minha carreira.

Fez mais de mil jogos pelo Milan e conquistou 25 títulos. Consegue eleger a melhor equipa em que jogou?

É difícil dizer isso, pois felizmente atuei ao lado de grandes jogadores e estive sempre inserido em grandes equipas. Contudo, talvez possa dizer que as melhores terão sido entre 1991 e 1994, quando tínhamos grandes jogadores e vencemos muitos títulos [Baresi, Costacurta,Gullit, Van Basten, Boban, Savicevic, Papin, entre outros].

E o melhor futebolista com quem teve o privilégio de partilhar o balneário e de fazer parte da mesma equipa?

Possivelmente, o Marco van Basten. Jogava com os dois pés, de cabeça, tinha muita velocidade, era um jogador especial, sem dúvida.

E o melhor que defrontou?

Diego Maradona. Era incrível, muito difícil de marcar, era imprevisível. Fisicamente e tecnicamente era um fora de série, por isso encantou todo o mundo na sua geração e será sempre recordado como um dos maiores. Depois também foi sempre muito complicado jogar contra Ronaldo, sobretudo quando veio para o Inter de Milão, e também Zidane, outro jogador de pura classe.

Após tantos jogos ao mais alto nível consegue também identificar aquele que mais prazer lhe deu vencer?

Não enumerar apenas um. Felizmente ganhei muitos jogos, muitos troféus, venci cinco Ligas dos Campeões. Será mais fácil dizer que foi o primeiro título italiano ou a primeira Liga dos Campeões, ou mesmo a última, contra o Liverpool. Mas sinceramente não consigo responder. Talvez o meu primeiro jogo.

E recorda-se daquele que mais lhe custou perder?

Sim, foi a final da Liga dos Campeões contra o Liverpool, em 2005. Istambul ainda não está esquecida. Estivemos a vencer por 3-0 e acabámos por perder no desempate por penáltis. A final do Campeonato da Europa em 2000 também foi muito complicada, pois perdemos com a França com um golo de ouro do Trezeguet.

É visto como um símbolo do AC Milan por tudo o que conquistou, mas sobretudo pelo amor que demonstrou ao clube nos mais de 30 anos naquela casa. Foi fácil para si dizer sempre que não a outros clubes?

Nunca fui para outro lado porque a mentalidade era diferente. Agora os jogadores querem outras experiências, na minha altura era muito comum ao jogador italiano permanecer sempre no mesmo clube, como foi o meu caso e o de outros que jogaram no Milan. Também se tornou mais fácil porque joguei numa altura em que tínhamos uma equipa muito forte e ganhávamos muitos títulos. Se estava feliz, ganhava títulos, era fácil dizer que não.

É frustrante ver a atualidade do Milan, que não vence a Liga há já seis anos?

Estão a lutar para voltar ao topo, mas não é fácil, pois a Juventus está bem estruturada e o Milan ainda está a a perceber o que realmente quer e o que precisa de fazer para voltar ao topo. Sinceramente também ainda não percebi bem quais os objetivos no imediato. Espero, como adepto, que recuperem o quanto antes.

Trabalhou muitos anos ao lado de Silvio Berlusconi, antigo dono do clube, que acabou por vender o AC Milan no ano passado. Como adepto entendeu essa decisão?

Compreendo a decisão de Berlusconi. Foi sempre um presidente muito presente, mas a vida muda e agora sente que não pode acompanhar como devia, a decisão se calhar foi a mais correta.

Não o incomoda que capitais de países como a China tomem conta de um clube italiano como o AC Milan?

Não. Interessa-me é que os investidores, sejam chineses ou outros, percebam o que é o AC Milan, a sua paixão, e possam voltar a fazer crescer este clube. Atualmente, os investimentos nos clubes mundiais são normais, não é nada inédito.

É verdade que recusou regressar recentemente ao clube para ocupar um lugar de direção?

Senti que não era o momento para regressar. Não percebi muito bem o projeto e achei que não estavam reunidas as condições para voltar a fazer do AC Milan um clube ao seu nível.

Na sua altura a rivalidade para o título de melhor do mundo era maior, hoje resume-se praticamente a Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Também é da opinião de que são os dois melhores do mundo?

Sim, atualmente são. Para mim, Messi é o número um, muito parecido a Maradona. Como já disse muitas vezes, é muito imprevisível, um jogador completo. Cristiano Ronaldo é outro jogador fantástico, diferente de Messi, tem outras características, um profissional exemplar, como muitos dizem. Felizmente ainda joguei contra ele, sei do que é capaz, já Messi nunca tive a oportunidade de defrontar. São grandes, dois talentos incríveis, que estão a marcar uma geração. É natural também que vençam mais vezes, pois além de serem muito bons, excecionais, estão em duas equipas que vencem mais vezes do que as outras.

E do seu tempo, destaca algum futebolista português em particular?

Tenho sempre de falar em Rui Costa. Acima de tudo um amigo, mas no futebol era um jogador de classe. Sempre o admirei, mesmo quando não jogava comigo. Tinha imenso talento, uma qualidade de passe incrível, foi dos melhores que vi na sua posição e felizmente tive o privilégio de jogar a seu lado [jogou também com Paulo Futre no AC Milan]. Luís Figo foi outro que tive o prazer de defrontar, era muito difícil de marcar, superinteligente. Os títulos que ganhou e a carreira que fez em grandes clubes falam por si.

Portugal venceu recentemente o Campeonato da Europa contra muitas expectativas. Este título também o surpreendeu?

Não se pode dizer que seria impossível isso acontecer. É claro que as pessoas viam outras seleções com mais hipóteses de vencer, como a Alemanha, que era campeã mundial, ou a França, que jogava em casa e tinha uma grande equipa, ou ainda outras como a Espanha ou a Itália, devido à sua história. Mas ganhou Portugal e acabou por fazê-lo com justiça, até porque tem também grandes jogadores, com grande classe. A equipa portuguesa estudou sempre os jogos ao pormenor, soube fazer o melhor para ultrapassar cada adversário. Não se pode criticar o modelo de jogo, foi o mais adequado tendo em conta os seus jogadores.

Portugal e a Itália voltam a cruzar-se agora na Liga dos Campeões, com um duelo entre Juventus e FC Porto. Quem considera favorito nesta eliminatória?

Penso que a Juventus é favorita. Tem uma grande equipa e tem estado sempre nas fases mais adiantadas da Liga dos Campeões. No entanto, o FC Porto já demonstrou que é muito forte, até porque já venceu neste ano a Roma, outra excelente equipa. Terão de ter muita atenção. O futebol português tem crescido muito. O Benfica esteve em finais recentemente, eliminou a própria Juventus, e agora venceu o Campeonato da Europa, tudo isto é evolução, por isso a Juventus tem de ter muito cuidado.

Entrevista concedida por e-mail através da assessoria do ex-jogador.

MONTELLA: “THIS WIN IS FOR PRESIDENT BERLUSCONI”

The boss and Gabriel Paletta had their say speaking to Milan TV after the match

The Red and Black manager, Vincenzo Montella, had his say to Milan TV and at the press conference after the 2-1 win over Fiorentina at San Siro.

THREE POINTS
“It’s a very important win, against a team who played a really good game and gave us a hard time. Fiorentina are a strong side. Thanks to these 3 points we continue our race for the Europa League, our objective, and we lead in the head-to-head against our direct rivals Fiorentina and Lazio. The team, the staff and I want to dedicate this win to President Silvio Berlusconi: we don’t know if this was his last game at San Siro, but we really want to dedicate it to him”.

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GALLIANI
“He’s always there for us and he’s serene. He probably is a bit sad that his history with AC Milan is coming to an end, but he should be proud of what he has done for AC Milan and football, of how much he has contributed to of this club’s wins and to making it one of the greatest in history”.

INDIVIDUALS
“Bacca played a superb game. He showed the right attitude and if he keeps it up he’ll be soon scoring again. He won back the ball that then gave us the goal for 2-1, he pressed his opponents and played for the team. The fans booed at him? I don’t think they were all for him, but he has to get used to similar situations and it has to be an incentive to always give more and more. Sosa? He’s improving a lot, he’s got great talent. He still has to get used to this position but I am really pleased with his performance”.

TEAM PERFORMANCE
“We played a good 45′. We were aggressive and created many chances. We could have scored more in the first half, it would have been easier. In the second 45′ the game changed, we didn’t manage to press high up the pitch and I decided to bring on a defender. Playing this way, Fiorentina didn’t shoot once. The only time was with a free-kcik. We had 5 players of the national team put injured, plus Calabria and Locatelli on the bench: we lacked alternatives, we suffered but this win has a sweet taste. I can’t blame the boys for nothing, I saw the right attitude”.

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THE 3-5-2 IN THE FINAL MINUTES
“I didn’t want to change 2 midfielders, we needed to be aggressive, therefore the only solution was to add a defender”.

POLI AND KUCKA’S CONDITIONS
“Poli? it looks like it’s just a bump. I don’t think Kucka has any problem”.

CLOSING
“I like to think about the present, the current management. I don’t want to waste energy on things I don’t know and I can’t decide. I am not asking myself any question. I don’t talk about this and I don’t hear anyone talking about it, I’ve been hearing rumours for months now: this change would make it into history. Let’s wait and see”.

THE DINNER
“Friday’s dinner brought good luck. I promised the boys that I would take them out for another if we won against Fiorentina, so it looks like I’ll have to pay. That’s if they’re OK with it…”.

Gabriel Paletta: “We usually score in the second half, today we did something different. Fiorentina are a very good team, we won the game and it was not easy at all”. A comment on the match: “We faced an opponent of great quality. In the second half, we were less clear-minded and it was hard to keep possession. It was important that we stuck together, we reacted and managed to take home this precious win”. In the final minutes of the game, the boss fielded the team with a 3-5-2: “It wasn’t something we worked on during the week, the boss decided to field the team like this and for us, it was not a problem. We accept his decisions and always do our best”. Our direct rivals keep winning: “The teams that are in front of us are doing well and are not missing a beat, that’s why today’s win is so important”.

https://www.acmilan.com/en/news/first-team/2017-02-20/montella-this-win-is-for-president-berlusconi

Nike batte Adidas, negli ultimi 10 anni le sue squadre hanno vinto più trofei

Quale è il marchio più vincente del calcio Europeo? Lo rivela una ricerca di VoucherCode, sito specializzato nel commercio online. Le ultime 10 stagioni, stando ai dati diffusi, hanno visto Nike primeggiare con il 51,4% delle squadre che hanno vinto le principali competizioni calcistiche in Europa indossare i kit della casa d’abbigliamento americana.

Al secondo posto si trova Adidas, con il 28,5% delle squadre. La casa tedesca, tuttavia, pareggia il conto per quanto riguarda la Champions League riuscendo a riportare 5 vittorie come quelle di Nike, ed anche quello relativo alla scorsa stagione con 3 vittorie a testa e l’unica eccezione del Leicester-Puma vincitore della Premier League.

L’analisi riguarda i primi 5 campionati d’Europa oltre all’Europa League e alla Champions League.

A questo si potrebbe aggiungere anche la trionfale estate del 2016 che ha visto Nike trionfare sia agli Europei con il Portogallo che in Copa America del Centenario con il Cile.

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I due giganti come si vede dalla grafica qui sopra precedono Umbro e Puma che hanno riportato rispettivamente 4 vittorie a testa.

Ma mentre Umbro non vince ormai dal 2012, anno della penultima Premier vinta dal City, poi passato a Nike, lo scorso anno ha visto la prima vittoria di New Balance.

In realtà prima di New Balance il Siviglia vestiva Warrior, marchio che dal 2004 fa parte del gruppo (aveva vestito anche il Liverpool) e che nelle gerarchie è stato sostituito dal 2015-2016 dal marchio NB.

Lo stesso Siviglia aveva portato sul grande palco dei vincitori europei un altro marchio minore, in questo caso tutto spagnolo, ovvero Joma, che vestiva il club in occasione della prima Europa League del 2006-2007. Per la squadra quindi 4 vittorie europee con 3 fornitori tecnici diversi.

 

Tra le prossime new entry è facile immaginare che ci potrà essere Under Armour, società che secondo i rumors dei giorni scorsi è vicina da un super contratto con il Real Madrid.

Infine, tra le curiosità: l’Europa League è la competizione che ha avuto la più ampia gamma di produttori vincenti, mentre la Bundesliga – non a caso il campionato tedesco, paese di Adidas – è il campionato in cui Nike va peggio con un solo vincitore negli ultimi 10 anni, ma anche l’unico marchio italiano presente grazie alle due vittorie del Borussia Dortmund con Robe di Kappa.

http://www.calcioefinanza.it/2017/02/20/marchi-produttori-maglie-calcio-piu-vincenti-campionati-europei/

Milan-Fiorentina, Montella: “Una bella vittoria per Berlusconi”

Il tecnico rossonero: “Abbiamo sofferto, ma non ricordo loro tiri in porta. Tutto il mondo del calcio deve dire grazie al presidente”

Vincenzo Montella si gode i tre punti conquistati con la Fiorentina, che considera meritati. “Questa è una vittoria meritata contro una squadra forte che ci ha fatto soffrire. Hanno tenuto la palla per il 70% nel secondo tempo ma non ricordo tiri in porta. Noi abbiamo deciso di stare dietro e cercare di ripartire in contropiede anche se non ci siamo riusciti. E’ una vittoria che ci riempie d’orgoglio perché ci lascia in scia per l’Europa. Con le dirette concorrenti per l’Europa per il momento non abbiamo mai perso, il cammino è ancora lungo e dovremo soffrire ancora. Non voglio alibi e non voglio rifugiarmi in scuse ma abbiamo 5 nazionali italiani fuori per infortuni, quindi questo dà ancora più meriti ai ragazzi. Forse psicologicamente la squadra ha subito il ricordo delle sconfitte immeritate contro Udinese e Samp, ma questa vittoria vale di più perché era uno scontro diretto”.
PER SILVIO — La dedica in questo caso è quasi d’obbligo. “L’ultima gara del Milan di Berlusconi a San Siro? Non so se sarà davvero così ma la squadra vuole dedicare questa vittoria al Presidente e a questa dirigenza. Siamo contenti di aver fatto questo piccolo regalo. Galliani viene sempre prima delle partite e dopo, era sereno e si è complimentato con noi. Il calcio mondiale deve tanto a Berlusconi e alle sue idee. Il Milan probabilmente è la squadra italiana più conosciuta nel mondo, è quella più vincente nel mondo, possiamo solo dire grazie a Berlusconi e alla sua storia. Se mi aspetto una sua chiamata? Io ho sempre il telefono acceso anche se oggi ha avuto un black out prima della gara. Per me è sempre un piacere parlargli. La prova di Bacca? A me è piaciuto, è stato presente e ha aiutato tanto la squadra. Rispetto alle ultime uscite mi è piaciuto molto di più. Questa è la strada giusta, deve andare avanti così. Perché il cambio di Deulofeu? A livello tattico poteva stare in campo più lui rispetto ad altri ma avevo la necessità di inserire un altro difensore”.
 Gasport

Milan-Fiorentina 2-1: Deulofeu decide, in gol anche Kucka e Kalinic

Lo spagnolo segna il primo gol in rossonero e risolve contro i viola, dopo il botta e risposta tra lo slovacco e il croato. Palo di Pasalic. Montella resta in corsa per la zona coppe

19 FEBBRAIO 2017 – MILANO

Gerard Deulofeu festeggia con Mario Pasalic. Getty

Gerard Deulofeu festeggia con Mario Pasalic. Getty

Per i due allenatori, ma solo per loro, non era una sfida decisiva per l’Europa. La classifica dice altro e dopo lo scontro diretto a rimanere attaccato al treno è il Milan: 2-1 alla Fiorentina. Risolve Deulofeu, al primo, pesantissimo, gol in rossonero . Montella ritaglia nuovamente spazio al suo centravanti, Bacca, dopo l’esperimento del falso nove contro la Lazio. A sostenerlo ci sono Suso e Deulofeu, che anche rispostato in fascia mantiene la sua grande efficacia. Può essere l’ultima a San Siro dell’era Berlusconi ma Silvio non si vede: in tribuna si sgola il solito Galliani. La Fiorentina ha nelle gambe i 90’ di Europa League in Germania e Sousa improvvisa un turn over con postazioni inedite: a sinistra non c’è un terzino di ruolo ma l’adattato Salcedo e per ovviare alla squalifica di Bernardeschi (in tribuna a fianco di Antognoni e Diego Della Valle) cambia addirittura modulo. A sostenere Kalinic sono in tre: Chiesa, Ilicic e Cristoforo.
MILAN PUNGENTE — Montella conosce benissimo la Fiorentina, che ha ancora il suo marchio: tiene il possesso palla e cerca l’affondo vincente. I rossoneri giocano più di rimessa ma quando attaccano sono spesso pericolosi. Non tanto con Bacca, ancora fuori dalla manovra, ma con gli esterni offensivi, soprattutto con Deulofeu contenuto a fatica da Sanchez. Il primo brivido è una punizione di Sosa dopo 5 minuti che tocca la rete sopra la traversa. Per la Fiorentina replicano i tentativi da fuori area di Cristoforo e Borja Valero. Si gioca a ritmi sostenuti, con rapidi capovolgimenti di fronte. Il Milan è ben istruito: aspetta e poi colpisce. Succede al 16’: da calcio piazzato Sosa mette in area dove ha la meglio la testa di Kucka, che infila Tatarusanu all’angolino. Colpevole Astori, che perde la marcatura, e beffato anche Vecino, che si aggirava in zona. Il vantaggio rossonero dura però pochino, e cioè fino al 20′, quando Borja Valero non serve Chiesa sulla destra (in leggero fuorigioco) che pesca in mezzo Kalinic: stavolta è la punta viola a bruciare Gomez e Donnarumma. Per il terzo gol si devono aspettare altri dieci minuti: stavolta Borja Valero, fin lì abbastanza padrone del gioco, sbaglia il disimpegno e apre una corsia a Deulofeu. Il piattone destro dell’ex canterano è precisissimo: gol e festa con il pollice in bocca per la figlia Sara in arrivo. Il resto del tempo rispetta il copione: la reazione viola è un colpo di testa di Gonzalo Rodriguez su punizione di Ilicic ma va molto più vicino il Milan al tris con un palo di Pasalic.
CONTROLLO — La ripresa perde parte della velocità del primo tempo, anche se resta vivace. Al 7’ un episodio fa infuriare la Fiorentina: Gomez stende Kalinic lanciato in porta e per il rossonero è semplice giallo. Sulla punizione successiva Ilicic non riesce a essere pericoloso, come nel resto della sua partita e come molti dei suoi compagni. La Fiorentina tiene molto la palla ma fatica a creare vere azioni da gol. La squadra di Sousa gioca sia in verticale che chiamando in causa gli esterni ma la situazione non cambia. Al Milan basta essere attento e ordinato per non soffrire troppo. Ad andare più vicino al gol è così un difensore, Sanchez, che alza da due passi una punizione di Borja Valero. Per la possibile rimonta la Fiorentina si affida a Badelj, Tello e Saponara mentre a Montella basta inserire Zapata, Bertolacci e Poli per avere una squadra ancora più coperta e solida. San Siro fischia Bacca che spreca in contropiede e poi in ribattuta su un tiro di Abate. Nemmeno i cinque minuti di recupero cambiano la situazione: il Milan vince e vede la zona Europa, per la Fiorentina la classifica è più buia.
http://www.gazzetta.it/Calcio/Serie-A/Milan/19-02-2017/milan-fiorentina-2-1-deulofeu-decide-gol-anche-kucka-kalinic-180897858478.shtml

20 FEBBRAIO: 3 GRANDI STORIE ROSSONERE

Silvio Berlusconi, Lo Bello e il Paron Rocco: vi raccontiamo le grandi storie rossonere del 20 febbraio

20 FEBBRAIO 1986, SILVIO BERLUSCONI SALVA IL SUO MILAN
Caro Milan, questa volta ci penso io, parola di Presidente. Quante volte ci si sente perduti e magari si esagera. La stessa cosa non valeva in quei mesi per il Milan, la squadra rossonera era davvero perduta, in balia di un fallimento imminente e della perdita ormai probabiissima dei suoi giocatori più rappresentativi. L’Irpef non era stata pagata, il presidente era introvabile, la squadra aveva come punto di riferimento le cronache dei giornali che cambiavano di giorno in giorno. Fino a che, finalmente, dopo una notte di trattative, arriva la fumata bianca, anzi rossonera. Silvio Berlusconi, il 20 febbraio 1986, un mese prima di divenirne presidente, acquisisce e salva il Milan. È l’inizio dell’era più vincente e più lunga dell’intera storia rossonera che ha visto la luce nel 1899. Dopo il fondatore Herbert Kilpin e dopo il presidente europeo Angelo Rizzoli, ecco Silvio Berlusconi. Una vera e propria rinascita, una sostanziale rifondazione. Il Diavolo diventa il Milan 7 volte Campione d’Europa, ricco di trofei come solo nell’era di Santiago Bernabeu al Real Madrid e orgoglioso di tante stelle e tanti Palloni d’Oro arrivati ad indossare la maglia rossonera. Inimitato e inimitabile, Silvio Berlusconi vive e festeggia oggi il 31esimo anno della sua Presidenza.

20 FEBBRAIO 1979, IL PARON ROCCO SALUTA TUTTI…
Da Trieste a Lassù, con il Milan sempre nel cuore. L’ultima volta del Paròn in uno stadio di calcio, con tanta tosse, era stata due mesi e mezzo prima, il 6 dicembre 1978. I rossoneri giocavano a Maine Road, nel vecchio stadio del Manchester City, e dopo il primo tempo erano già in svantaggio per 3-0. Nereo Rocco non stava bene e, al fischio finale dei primi 45 minuti, avendo già capito che il Milan sarebbe stato eliminato dalla Coppa Uefa, aveva chiesto di accompagnarlo subito in spogliatoio. Non avrebbe visto la ripresa dalla tribuna. Da Manchester direttamente a Trieste, nel suo rifugio familiare. A Natale, il sior Nereo apprende della decisione del suo Gianni Rivera di ritirarsi a fine stagione. Rocco raggiunge il suo cielo in un grigio martedì di febbraio, il giorno 20 per la precisione. All’inizio di una sosta di campionato, con il Milan in testa alla classifica, un momento di quiescenza, quasi a non voler disturbare. Il 6 maggio 1979, ossia 75 giorni dopo, negli spogliatoi di San Siro, tutto il Milan gli dedica la conquista della stella del decimo scudetto.

20 FEBBRAIO 1972, JUVENTUS-MILAN: MORINI SU BIGON!
Per la prima volta un arbitro italiano ammette un errore, Concetto Lo Bello. Ruota attorno alla celeberrima e carismatica figura del fischietto siracusano il primo, storico 20 febbraio, rossonero. Quel pomeriggio, allo Stadio Comunale di Torino, si affrontano due delle tre squadre in lotta per il titolo: Juventus e Milan. I rossoneri di Rocco non vivono un buon momento, dopo la sconfitta di Firenze e il pareggio casalingo con il Vicenza. Ma, al termine del primo tempo di Torino, conducono 1-0 con gol di Albertino Bigon, giovane attaccante padovano alla sua prima stagione rossonera. Nel secondo tempo, per un fallo abbastanza netto di Francesco Morini sullo stesso Bigon, l’arbitro Lo Bello non concede il calcio di rigore del probabile 2-0 al Milan. La gara sarebbe poi terminata 1-1. Come si diceva a quei tempi, parola alla moviola. La domenica sera del 20 febbraio 1972, negli studi della Domenica Sportiva, per la prima volta nella storia della Serie A, un arbitro ammette un errore. Lo Bello: “Sì, ho sbagliato, quello era rigore”.

https://www.acmilan.com/it/news/club/2017-02-20/20-febbraio-3-grandi-storie-rossonere